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» Realização do Estudo Multicêntrico de Pacientes com câncer em UTI na Rede Câncer

Notícia sobre o estudo realizado pela Rede ganha destaque na Revista Rede Câncer.

Veja a matéria na íntegra AQUI.

Ou acesse:

http://www.inca.gov.br/revistaredecancer/revista_rede_cancer_8/32_assistencia.pdf


» Sobrevida em UTI aumenta 75%

Estado de São Paulo - 21 de março de 2009.

Proporção de pacientes com câncer que resistiram a quadro grave saltou de 40% para 70%, diz pesquisa - Por Fabiana Cimieri

A sobrevida de pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) com complicações graves causadas pelo câncer aumentou no Brasil nas últimas décadas. Eles foram acompanhados por até 90 dias após deixarem o hospital.

O resultado está em um estudo recém-concluído e produzido pela Rede Brasileira de Pesquisas em Cuidados Intensivos. O trabalho brasileiro é um dos únicos no mundo que acompanharam pacientes com câncer nas unidades de terapia intensiva nos últimos dez anos.

De acordo com os dados obtidos no País, o índice de sobrevida passou de 40%, nos anos 1980, para 70% no ano passado.Essa taxa, segundo os pesquisadores, é semelhante às encontradas em centros de excelência na França e na Suíça.

A pesquisa, coordenada pelos médicos intensivistas do Instituto Nacional de Câncer (Inca)Marcio Soares e Jorge Salluh, coletou dados em 28 UTIs públicas e particulares, acompanhando a evolução de 746 pacientes durante a internação e após a alta.

"Antes as complicações eram vistas como terminais e existia uma discussão se era adequado que esses pacientes ocupassem um dos escassos leitos de UTI", disse Soares, acrescentando que a terapia intensiva e a oncologia são duas das áreas em que a medicina mais avançou nas últimas décadas.

MOTIVOS

Entre os resultados, descobriu-se que um quinto (21%) dos leitos de UTI são de pacientes internados com câncer. Metade é internada por causa de procedimentos ligados ao tratamento, como pós-operatório de grandes cirurgias, e o restante por complicações agudas decorrentes do tratamento (quimioterapia ou radioterapia) ou por outras razões não relacionadas à doença, como enfarte e diabete.

A sobrevida, como a literatura médica demonstra, foi maior no primeiro grupo - internações ligadas ao tratamento. Enquanto nos anos 80 a mortalidade era de pelo menos 60%, agora é de cerca de 30%. Nos casos de internações por complicações agudas, a mortalidade chegava a 95%, no mesmo período, e atualmente é de 43%.

" Existe uma cultura da sociedade de resistir a internação que é comum entre profissionais de saúde, família e paciente. Esse resultado já era esperado, mas demora um tempo para que as pessoas mudem essa mentalidade", afirmou o médico.

A íntegra da pesquisa está sendo submetida à revisão para publicação em uma revista científica especializada. Além da sobrevida, foram analisadas as razões de internação e as complicações mais frequentes, mas os dados ainda não foram todos divulgados. Todos os pacientes foram acompanhados pelos pesquisadores entre agosto e setembro de 2007 e reavaliados 90 dias depois.

Link para a notícia: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090321/not_imp342448,0.php


» Rede brasileira conclui estudo sobre pacientes oncológicos em UTIs

A Rede Brasileira de Pesquisa em Cuidados Intensivos concluiu o estudo multicêntrico sobre a avaliação do prognóstico de pacientes com câncer internados em unidades de Terapia Intensiva. Foram coletados dados de 28 UTIs públicas e particulares, tanto de hospitais especializados em oncologia como de hospitais gerais, de 14 estados. Ao todo, foram acompanhados 746 pacientes durante a internação e até 90 dias após a alta.

Com financiamento do INCA e tendo como principais investigadores os médicos intensivistas da Instituição, Jorge Salluh e Márcio Soares, o estudo é o primeiro a avaliar prognóstico de pacientes de câncer internados em UTIs com abrangência nacional. “Até então, as análises existentes eram de UTIs locais ou então de centros especializados. Descobrimos que nas UTIs de hospitais gerais até 20% dos pacientes têm câncer”, revelou Jorge Salluh.

Uma conclusão positiva da pesquisa é que a mortalidade vem diminuindo, mesmo nos grupos com doença em estado mais grave. “Isso se deve tanto à melhoria dos cuidados intensivos como da melhor capacidade de identificar os pacientes com maior possibilidade de resposta ao tratamento”, avalia o especialista.

De acordo com Salluh, os pacientes submetidos a grandes cirurgias oncológicas internados nas UTIs investigadas tiveram melhor prognóstico do que pacientes clínicos com complicações, como infecções ou problemas cardiovasculares. “Pacientes clínicos são aqueles submetidos à quimioterapia ou radioterapia e, por causa do tratamento, apresentam queda de imunidade, que os tornam mais suscetíveis a complicações e menos responsivos aos tratamentos”, explicou.

Esse dado confirmou o que já se sabia em relação a outros tipos de pacientes. “Nas UTIs gerais, os pacientes submetidos a cirurgias eletivas também são os que têm melhor prognóstico”, disse Salluh. Ele acredita que o estudo, já submetido para publicação em um periódico científico na área de medicina intensiva, servirá de base para investigações mais específicas, como, por exemplo, pacientes internados em UTIs devido a determinados tipos de câncer.

No Rio, foram coletados dados no Instituto Nacional de Câncer (Hospitais do Câncer I e II), Hospital Pasteur, CardioTrauma, Clínica São Vicente, Hospital São Lucas e Hospital Samaritano na cidade do Rio; no Hospital Mario Lioni (Duque de Caxias-RJ) e Hospital de Clínicas de Niterói-RJ. De São Paulo participaram Hospital A. C. Camargo, Hospital do Câncer de Barretos, Hospital Sírio Libanês, Hospital de Base (São José do Rio Preto-SP), Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital do Servidor Público Estadual. Participaram ainda UTIs de Santa Catarina, Porto Alegre, Espírito Santo, Paraná, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Pará.

Link para a notícia: http://www.inca.gov.br/releases/press_release_view.asp?ID=2035

 
   
   
   
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